domingo, 16 de junho de 2019

Nancy e Sochaux rebaixados por falta de garantias financeiras

Começou o strike de rebaixamentos por problemas financeiros na Europa. Nesta semana o DNCG (Direção Nacional de Controle de Gestão) da França decidiu rebaixar Nancy e Sochaux para National 1 (3ª Divisão) por falta de garantias financeiras, ambos os clubes passaram toda a temporada correndo risco de rebaixamento, mas escaparam. Tanto Nancy quanto Sochaux pretendem apelar. Já na National 2 (4ª Divisão) o Martigues, clube com passagem pela elite na década de 1990, foi rebaixado por problemas financeiros enquanto o Mulhouse, clube com vasta passagem pela 2ª divisão, que havia obtido o acesso à National 2 teve sua ascensão cancelada. Todos pretendem recorrer.

O primeiro país a começar o strike foi a Rússia com o rebaixamento administrativo do Anzhi Makhachkala, que no campo caiu da 1ª para a 2ª divisão, mas que acabou indo parar na 3ª. Além dele o Sakhalin subiu no campo, mas como não obteve a licença para jogar a 2ª divisão permanecerá no distante grupo leste da 3ª divisão russa. A expectativa agora é ver o tamanho do problema na Itália, em especial na Série C, caracterizada por inúmeras falências ano a ano.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

A maior virada de todos os tempos?

A partir desta temporada na Suíça, determinou-se que o penúltimo colocado da 1ª divisão deveria disputar um playoff com o vice-campeão da 2ª divisão. Anteriormente ambos permaneciam em suas divisões, portanto é uma novidade inclusiva e não exclusiva como ocorre na Alemanha e na França onde equipes que seriam rebaixadas ganharam uma nova chance e times que seriam promovidos perderam a garantia do acesso.

No primeiro ano o Neuchâtel Xamax, vice-lanterna da 1ª divisão, a frente apenas do tradicional e rebaixado Grasshopper, enfrentou o vice-campeão da 2ª divisão, o Aarau, que ficou atrás do campeão e promovido Servette. No primeiro jogo tudo parecia decidido, o Nechâtel Xamax perdeu em casa por 4 a 0. No jogo de volta em Aarau, aparentemente protocolar, nasceu talvez a maior virada da história do futebol (levando em conta o peso do mando de campo já que outras viradas semelhantes já ocorreram, mas sempre com o time mandante obtendo a reviravolta). O Neuchâtel Xamax abriu incríveis 3 a 0 ainda no primeiro tempo, gols de Serey Dié (disputou a Copa do Mundo de 2014 pela Costa do Marfim), Mrcis Oss e Kemal Ademi, no segundo tempo Geoffrey Tréand fez o inacreditável 4 a 0. Na prorrogação nada de gols, na disputa de pênaltis coube a Serey Dié garantir o último pênalti e a manutenção do Neuchâtel Xamax. O vídeo abaixo demonstra o tamanho da grandeza do feito.